[...] Depois disso, quando começaram a cantar, fiz algo que jamais esperei fazer. Fiquei de pé. Minhas mãos se levantaram e a lágrima escorreram pelo meu rosto enquanto cantávamos " Quão Grande És Tu".
Era como se eu estivesse explodindo. Nunca antes as lágrimas haviam fluído de meus olhos tão rapidamente. Falo de êxtase! Que sensação gloriosa!
Eu não cantava como normalmente costumava fazer na igreja. Cantava com todo o meu ser. E quando cheguei às palavras: "Então minh'alma canta a Tia,Senhor", eu me coloquei literalmente a cantar com a alma.
O Espírito desse hino me envolveu de tal forma que levei alguns minutos para perceber que não tremia mais.
Mas a atmosfera do culto continuou. Pensei que havia sido totalmente arrebatado. Adorava de um modo que jamais fizera antes. Era como se me encontrasse face a face com a verdade pura e espiritual. Quer alguém mais sentisse isso ou não era o que eu sentia.
Deus já tocara a minha vida em minha pouca experiência cristã, mas nunca como Ele estava tocando nesse dia.
Como uma Onda
Enquanto ficava ali, continuando a adorar ao Senhor, abri os olhos para olhar ao redor porque senti subitamente uma corrente de ar. Não sabia de onde ela vinha. Era leve e lenta, como uma brisa.
Olhei para os vitrais, mas estavam todos fechados e eram altos demais para permitir a corrente.
A brisa estranha que senti era, porém,mais como uma onda. Eu a sentia descer por um braço e subir pelo outro. Na verdade tive a sensação de que ela se movimentava.
O que estava acontecendo ? Teria coragem para contar a alguém o que ocorria ? Todos pensariam que tinha perdido o juizo
[...]
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