[...] Enquanto permanecia ali esperando, comecei de repente a sentir uma vibração, como se alguém tivesse agarrado meu corpo e começasse a sacudi-lo.
Pensei por um momento que o ar frio me tivesse feito mal.Mas estava vestido com roupas quentes e certamente não sentia muito frio. Um tremor incontrolável, não obstante, tomou conta de mim.
Nada parecido acontecera comigo antes. E não parou. Eu fiquei envergonhado demais para contar ao Jim, mas podia sentir meus ossos chocalhando. Sentia meus joelhos e minha boca tremerem. O que está acontecendo comigo? -- pensei. -- Será o poder de Deus? -- Eu não conseguia entender.
Correndo pela Igreja
A essa altura as portas iam ser abertas e a multidão começou a empurrar de tal dorma que eu mal podiamover-me. Mas a vibração em meu corpo mesmo assim não cessou.
Jim disse, -- Benny,quando as portas abrirem corra o mais depressa possível.
- Por quê? - perguntei.
-Se não fizer isso,eles vão esmagá-lo. - Ele já estivera ali antes e sabia o que esperar.
Eu jamais tivera ideia de participar de uma corrida para entrar numa igreja,mas era o que estava acontecendo. Quando abriram as portas eu parti como um atleta olímpico. Passei na frente de todo mundo: velhos,jovens,todos eles. De fato, cheguei à primeira fila e tratei de sentar-me. Um recepcionista me informou que a primeira fila estava reservada. Soube mais tarde que a equipe da Srta. Kuhlman escolhia as pessoas para sentar nessa fileira especial. Ela era tão sensível ao Espírito que só queria o apoio em oração de pessoas positivas, que ficassem à sua frente.
Por se bastante gago,eu sabia que era inútil tentar discutir com o recepcionista. A segunda fila já estava lotada, ma Jim e eu encontramos um lugar na terceira.
O culto só começaria dali a uma hora. Tirei o casaco, as luvas e as botas. Enquanto relaxava, percebi que tremia mais que antes. Não conseguia para. as vibrações percorriam meus braços e pernas,como se estivesse ligado a uma espécie de máquina. A experiência era nova para mim. Para ser sincerp, sentia medo.
Enquanto o órgão tocava, eu não conseguia pensar em outra coisa além do tremor em meu corpo. Não era uma sensação de "doença". Não era como se estivesse pegando um resfriado ou uma virose. Na verdade, quanto mais continuava tanto mais bela parecia. Era um sensação invulgar, que não tinha nada de material.
Nesse momento, como se saísse do nada Kathryn Kuhlman apareceu. Num instante a atmosfera naquele prédio ficou carregada. Eu não sabia o que esperar. Não senti nada ao meu redor. Nenhuma voz. Nenhum coral de seres angelicais. Nada . Tudo o que sabia é que estivera tremendo durante três horas.
Continua..
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